No Brasil, o esterco dos animais constitui um dos principais problemas ambientais dessa cadeia de produção. Estima-se que o volume desses dejetos, conhecidos como biomassa residual, chegue a 900 milhões de toneladas/ano. Desse total, 180 milhões correspondem ao esterco de animais estabulados ou semi-estabulados. Considerando apenas os esgotos produzidos por esses animais que passam ao menos algumas horas do dia confinados, seria possível produzir 1 terawatt/hora/mês, energia suficiente para abastecer uma cidade com 4,5 milhões de habitantes. A conta faz parte dos resultados apresentados no livro “Agroenergia da Biomassa Residual: perspectivas energéticas, socioeconômicas e ambientais”, lançado no 4º Congresso Internacional de Bioenergia, na ExpoUnimed, em Curitiba. Patrocinado pela Itaipu Binacional e pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a obra é de autoria dos consultores José Carlos Libânio (ex-coordenador de desenvolvimento do PNUD) e Mauro Márcio Oliveira, do jornalista e engenheiro Maurício Galinkin, e do superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley. As informações são da Itaipu.
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